A ACR (Ação Católica Rural) de Castelo do Neiva e a Comissão de Festas de Nossa Senhora dos Emigrantes realizam conjuntamente, no próximo sábado, dia 18, um baile de Carnaval. Começará por volta das 20h30 e o local é o Centro Social e Paroquial de Castelo do Neiva. Haverá concurso de máscaras, individual ou em grupo, e para crianças. Haverá também comes e bebes e a atuação do DJ BlackAlive.
Os bilhetes já se encontram à venda, com os membros da organização, mas também se poderão adquirir no dia. O dinheiro angariado será repartido em partes iguais pela ACR e pela Comissão de Festas de Nossa Senhora dos Emigrantes.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
Baile de Carnaval
sábado, 29 de fevereiro de 2020
Baile de Carnaval
Realizou-se no passado sábado, dia 22 de fevereiro, o baile de Carnaval da paróquia, organizado pela ACR (Ação Católica Rural) e pela Comissão de Festas de Nossa Senhora dos Emigrantes. O evento iniciou-se cerca das 20h30, no Centro Social e Paroquial de Castelo do Neiva, e teve animação a cargo de Nuno Pereira, mais conhecido por Dj Black Alive.
Além da animação e convívio havia também concurso de máscaras, nas categorias de infantil, adulto e grupo. Perto do final houve sorteio das rifas previamente vendidas, cujos números premiados foram os seguintes:
1º Prémio: 0771 - Jantar no restaurante Maria de Perre no valor de 50,00€
2º Prémio: 0060 – Massagem relaxante por Sarah Meira
3º Prémio: 0543 - Cabaz de compras
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
O Entrudo em tempos idos
Hoje é terça-feira de Carnaval. O dia está chuvoso e por isso, dizem os velhos, a Páscoa será soalheira: "Entrudo borralheiro, Páscoa soalheira" e vice-versa. E como "ditados de velhos são evangelhos", é tido como certo que o sol brilhará durante a visita pascal.
Antigamente neste dia de Carnaval, ou Entrudo, havia muitos "caretos" a passear pelos caminhos da nossa terra. Não havia lojas de chineses para se comprarem fatos nem era costume alugarem-se, cada um ajeitava-se com o que havia na caixa da avó ou das tias.
Saias velhas, camisas largas, botas grandes, tudo servia para se esconderem as formas do corpo. Na cabeça enfiava-se um pano com buracos para os olhos e a boca. E usava-se um pau para caminhar, tentando mudar o andar costumeiro. Toda a gente mancava, no Carnaval...
Se fosse preciso falar também se mudava o tom de voz. E se alguém oferecesse uma bebida aos caretos, para tentar que eles se destapassem, era quase certo ficar na mesma porque eles, ou recusavam, ou traziam consigo uma palhinha e por ela bebiam.
Era uma tarde divertida. Logo ao fim do almoço começavam a aparecer os caretos e era até ao anoitecer. Alguns eram brutos e usavam o pau para assustar as crianças, outros usavam o pau como defesa se alguém lhes tentasse arrancar a máscara (careta).
Ainda mais antigamente, no tempo dos nossos avós, era costume na noite de Entrudo os homens, disfarçando a voz, apregoarem coisas que era suposto ser segredo. Se alguém namorasse às escondidas podia ter a certeza que chegando este dia toda a gente ia ficar a saber.
Havia quem o dissesse em verso, com perfeitas quadras ao jeito popular, algumas adaptadas de outras muito conhecidas na altura. A Maria do Maravilha, uma senhora que mora comigo, contou-me algumas que a mãe e as tias lhe ensinaram:
Loureiro pega de estaca
amieiro de raíz
aqui nesta função
entra o Zé do de Assis.
O visado tinha feito alguma, de certeza...
Ó Julinha do Maravilha
a folha da vinha cai
eu quero que me tu digas
pra onde está o teu pai.
Ó Julinha do Maravilha
olha prà Estrela do Norte
tu querias o Monteverde
mas ele usa capote.
A Júlia do Maravilha era uma moça a quem o Monteverde pretendia namorar, mas o pai dela não consentia por ele ser muito rico, temia que fosse para abusar dela. A referência ao capote quer dizer precisamente isso, que ele era muito rico, pois só esses tinham dinheiro para comprar um.
Essa moça faleceu antes dos vinte anos, com a pneumónica, ou gripe espanhola. Foi uma epidemia de gripe que apareceu logo após a guerra de 1914-1918 (1ª Guerra Mundial).
E outra:
Ó tio Manel da Gajeira
quem quer comprar vai à feira
o falar sem considerar
é cair em grande asneira.
Provavelmente esse senhor tinha falado demais...
O costume de os homens se mascararem e falarem "demudado" também se usava nas desfolhadas.
No Entrudo, também chamado Terça-feira Gorda, era costume, e ainda é em muitas casas, comer cozido e filhoses. As filhoses eram feitas com o mesmo tipo de massa com que atualmente se fazem os crepes, a diferença era a consistência: havia quem gostasse delas mais grossas e não eram recheadas, polvilhavam-se com açúcar e canela.
A minha mãe gostava das filhoses feitas com farinha de cevada em vez da de trigo, mas já não se encontra dessa farinha à venda nos supermercados.
Era um dia de bem comer, quem tivesse posses para isso, contrastando com a Quaresma, que se inicia logo no dia seguinte e em que se jejuava mais vezes do que agora.
E termino com um dito que a minha avó tinha para esses dias:
Santo Entrudo, já me eu vou
quem muito comeu, com pouco ficou.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Baile da paróquia - Carnaval 2016
Realizou-se no passado sábado, dia 6 de fevereiro, o baile de Carnaval da paróquia, organizado pela ACR (Ação Católica Rural) e pela Comissão de Festas de Nossa Senhora dos Emigrantes, com o apoio do Centro Social e Paroquial. Foi uma noite muito divertida, com muitas caracterizações dignas de registo.
| As gémeas |
| Os Góticos |
| Os Caretos |
Na categoria Infantil venceu o Agente/Polícia (não tenho foto). Prémio: DVD dos Mínimos
Na categoria Adulto/Casal venceu a Matrafona Solange. Prémio: 3 garrafas de vinho
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| Matrafona Solange |
| Os Taras e Manias |
Sorteio das rifas:
1º Prémio - Jantar na marisqueira da Pedra Alta - Fernanda Ferreira2º Prémio - Cabaz com vários artigos - Manuela Vaz
3º Prémio - Uma garrafa de uísque - Patrícia Araújo
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Mini corso carnavalesco da Escola E B 2 3
Como todos os anos, a Escola E B 2 3 organizou o desfile de Carnaval das crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico, ou seja, os alunos do 1º ao 4º ano.
O tema era o mar. Houve muita imaginação por parte das crianças, ou de quem lhes elaborou os fatos. Vi mini pescadores, peixeiras, sargaceiras, marinheiros e marinheiras (até o Capitão Jack Sparrow desfilou). Acho que até vi uma medusa.
Levavam redes, rabichéis e outros utensílios.
Muito divertidos, fizeram um percurso considerável desfilando desde a escola até à capela da Senhora das Neves, subindo para Santiago e indo à volta pela avenida de Moldes, de regresso ao ponto de partida (pelo menos assim me pareceu).
O tema era o mar. Houve muita imaginação por parte das crianças, ou de quem lhes elaborou os fatos. Vi mini pescadores, peixeiras, sargaceiras, marinheiros e marinheiras (até o Capitão Jack Sparrow desfilou). Acho que até vi uma medusa.
Levavam redes, rabichéis e outros utensílios.
Muito divertidos, fizeram um percurso considerável desfilando desde a escola até à capela da Senhora das Neves, subindo para Santiago e indo à volta pela avenida de Moldes, de regresso ao ponto de partida (pelo menos assim me pareceu).
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