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segunda-feira, 27 de junho de 2022

Peregrinação a Santa Luzia


Três anos depois, voltámos a Santa Luzia para a procissão diocesana ao Sagrado Coração de Jesus. Foi lindo ver de novo o povo reunido em comunidade, rezando e cantando na subida ao monte, foi bom podermos voltar a viver estes momentos de peregrinação, oração e também de convívio.
Como já era costume, muitas pessoas da freguesia iniciaram a peregrinação a partir das suas moradas, indo a pé até ao local em que se iniciava a procissão e depois nela se inserindo, para em comunidade representar a sua paróquia. Confrarias com as suas bandeiras, escuteiros, catequese, ACR, acólitos, grupos corais e muito povo, juntamente com o padre Caldas, representaram e bem a nossa paróquia de São Tiago de Castelo do Neiva.


E houve também uma novidade no cortejo da paróquia: a estreia de um estandarte, mostrado pela primeira vez ao povo. Esse estandarte, ou bandeira, representa São Nuno de Santa Maria, co-padroeiro da nossa paróquia, e foi oferecida por José Adriano Rodrigues Fernandes. Tem a frente em tons de branco e rosa, com a imagem do santo e a inscrição SÃO NUNO DE SANTA MARIA - POR DEUS E PELA PÁTRIA - CASTELO DO NEIVA. Por trás é vermelha, com um símbolo em tom dourado representando uma cruz dentro de uma quina.


Que o Sagrado Coração de Jesus ajude a acabar com o que resta da pandemia e em breve estejamos completamente livres dela.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Peregrinação a Santa Luzia



Em novembro de 1918 foi feita a promessa ao Sagrado Coração de Jesus, pelo povo de Viana do Castelo, de uma procissão anual ao cimo do monte de Santa Luzia, a pedir ajuda por causa da epidemia da pneumónica, em que morriam muitas pessoas na cidade e arredores. Os enterros eram feitos de noite e não tocavam os sinos a defunto, para não assustar os que estavam doentes. Morriam várias pessoas da mesma casa, todas as famílias ficaram enlutadas.
No dia em que foi feita a promessa, por um sacerdote em frente à igreja de Nossa Senhora da Agonia, tinham morrido duas pessoas em Viana. Foram as últimas que morreram da doença, diz-se que depois não morreu mais ninguém de pneumónica.
Este ano seria a 99ª vez que se realizaria a peregrinação, pois, apesar de a promessa ter sido feita em 1918, só em 1921 as autoridades permitiram que se realizasse a procissão pela primeira vez. Seria no dia 21 de junho, domingo seguinte à solenidade do Sagrado Coração de Jesus, mas a confraria de Santa Luzia cancelou a procissão/peregrinação devido ao novo coronavirus. 
No entanto, foram muitas as pessoas que nesse dia se dirigiram ao templo para cumprir as suas promessas, tanto ao Coração de Jesus como a santa Luzia. Também da nossa paróquia, sempre tão bem representada na peregrinação, foram muitos os devotos que lá foram, uns a pé desde as suas casas, outros de automóvel. 
Houve missa campal no Parque das Tílias, presidida por D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana, onde se respeitaram as normas impostas devido à covid-19: distanciamento, uso de máscaras e desinfeção das mãos. Houve quem publicasse nas redes sociais fotos da Eucaristia, tiradas de um ângulo em que dá a ideia de serem muito mais pessoas e muito juntas, mas não foi assim, tudo decorreu dentro das normas.
No recinto também era obrigatória a máscara e respeitava-se a distância social. Havia fila para entrar no templo, entravam poucas pessoas de cada vez.
Notou-se a presença da polícia, que não teve necessidade de intervir, apenas proibiu o acesso de automóveis ao santuário para que houvesse mais espaço para as pessoas. Tudo se passou com calma e respeito e toda a gente cumpria as regras.
No ano que vem, se Deus quiser, será o centenário da peregrinação, e pedimos a graça de podermos lá ir novamente, nos mesmos moldes dos anos anteriores. 
Que o Sagrado Coração de Jesus nos proteja.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Peregrinação Anual ao Coração de Jesus



No dia 10 de junho completaram-se 100 anos da peregrinação ao Coração de Jesus, em Santa Luzia. Foi em 1918, quando Portugal vivia um período conturbado de doença e morte provocado pela gripe espanhola, ou pneumónica. Morria tanta gente diariamente que já nem o sino tocava a defunto, por serem tantos. Depois de se ter feito a promessa logo o povo ocorreu a cumpri-la e dizem os mais velhos que depois da promessa feita acabaram-se as mortes por essa terrível doença.
Castelo do Neiva, com Santiago por padroeiro, é uma das paróquias que sempre participa em grande número. Há quem vá a pé desde cá e quem faça a pé apenas o caminho desde Viana até ao Monte, o que por si já é um percurso relativamente longo. Este ano, talvez por causa da ameaça de chuva e também porque era dia da peregrinação nacional das crianças ao santuário de Fátima, o povo ocorreu em menor número, mas nem por isso a paróquia deixou de estar bem representada.


Foi preparada uma dinâmica que envolveu a participação da comunidade, com uma árvore simbolizando a gratidão a ser transportada ao longo do percurso por várias pessoas e Movimentos, enquanto se rezava o terço. Assim, no primeiro mistério a árvore foi levada pelo agrupamento de escuteiros, no segundo pela JARC, no terceiro pela ACR, no quarto por pessoas da comunidade e no quinto pela catequese, que deu entrada no recinto do Parque das Tílias e subiu ao palco onde seria celebrada a Eucaristia para colocar a árvore em lugar bem visível.


Enquanto isso, era lido o seguinte texto:
Somos igreja que agradece! Desta forma a nossa comunidade carregou esta árvore, que simboliza a nossa gratidão ao Deus da vida e do amor! Cada folha traz gravada a alegria desmedida de toda a comunidade, Movimentos e Obras, Catequistas, crianças, adolescentes, jovens, e famílias!
Somos gratos, Senhor, pela vida, pelo sol e pela chuva, pela natureza e pelos animais!
Somos gratos, Senhor, pelo Papa Francisco, que nos anima a caminhar contigo e em Ti!
Somos gratos pelo nosso bispo Anacleto, que nos incentiva a caminhar como uma só família diocesana! Somos gratos pelo nosso pastor padre Xavier que nos guia, caminha connosco em comunidade!
E assim Senhor, nesta Igreja Diocesana, somos comunidade que agradece e acolhe, que anima e alegra, Família que acredita e constrói e povo que ama e serve!
Gratos, Senhor, pelo dom da fé e pelo amor que brota do Teu coração Sagrado e anima a nossa comunidade a amar-Vos e a amar os irmãos cada vez mais… 
Obrigado por exatamente tudo!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Peregrinação anual ao Coração de Jesus


Realizou-se no dia 5 em Viana a peregrinação anual ao monte de Santa Luzia. 
Esta peregrinação realiza-se depois de, em 1918, ter sido feita uma promessa pelas gentes da cidade ao Coração de Jesus, devido à pandemia da pneumónica, ou gripe espanhola, durante a qual muitas pessoas morreram, em Viana e arredores. 
Morria tanta gente que já não tocavam os sinos a defunto, eram vários por dia. Depois da promessa feita e da consagração da cidade ao Sagrado Coração de Jesus, as mortes rarearam e a pandemia foi declarada extinta. 
A partir dessa data, os vianenses da cidade e de todas as paróquias do Concelho rumam ao cimo do monte, em procissão, a cumprir a promessa. 
E fazem-no todos os anos, no domingo mais próximo à solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Diziam os antigos da nossa terra que pelo menos uma pessoa de cada casa deveria participar na peregrinação.


O templo foi construído em honra do Sagrado Coração de Jesus, no início do século XX, mas já antes havia o costume de ir em romaria ao monte, a uma capela lá existente, que na altura era dedicada a Santa Águeda do Monte. Quando foi restaurada e ampliada, essa capelinha foi consagrada a Nossa Senhora da Abadia, cuja imagem ainda existe e que se encontra atualmente no templo, do lado esquerdo da porta principal.
Mas foi a fé em Santa Luzia que acabou por dar o seu nome à capela. Advogada da vista, Santa Luzia tem muitos devotos em Viana e arredores. Já naquele tempo tinha, e depois de muitos milagres atribuídos à intervenção da santa, os devotos mudaram a imagem dela para o altar-mor, tornando-a padroeira da capela e dando também o seu nome ao monte.
Mais tarde, quase no final do século XIX, durante uma peregrinação, o padre Dias Silvares teve a ideia de colocar uma imagem do Coração de Jesus que abençoasse, lá do alto, Viana e o Minho. Construiu-se uma artística coluna para a colocar mas depois de estar concluída verificou-se que, devido à forte inclinação da imagem, para a frente, a coluna não a suportaria. 
Colocou-se então a imagem num pedestal em frente à dita capelinha de Santa Luzia, que só foi demolida em 1926. Construiu-se outra coluna, idêntica à primeira, com a ideia de nelas colocar dois anjos (nunca os vi).
Entre uma coluna e outra construiu-se o templo-monumento.

(Informação recolhida aqui.)