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domingo, 14 de janeiro de 2024

Josefina Vieira publica livro infantil


Com o pseudónimo Rosinha Faísca, Josefina Vieira editou recentemente um livro para crianças, com desenhos para colorir. Cabeleireira de profissão, a autora começou a escrever histórias quando os seus filhos eram pequeninos, para lhes contar, chegando a publicar algumas no jornal Monte do Castelo, editado pelo GRECANE.
Durante a pandemia de Covid-19 desafiou a filha, já adulta e licenciada, a ilustrar uma dessas histórias, para ocupar o muito tempo que se passava em casa nessa atura. A filha escolheu a história O Lápis de Carvão Preguiçoso e esse projeto acabou por ter pernas para andar, pois Josefina resolveu publicá-lo. No final de 2023, o Lápis de Carvão Preguiçoso ganhou vida e apresenta-se num livro que conta a sua história e ainda traz com ele 5 marcadores de livro e uma caixinha com 6 lápis de cor, para os seus pequenos leitores colorirem os desenhos ao seu gosto. 
A escolha do pseudónimo Rosinha Faísca foi um modo de a autora fazer uma singela homenagem a sua mãe, uma linda senhora com 91 anos de idade que todos nós conhecemos.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Alzira Gonçalves de Miranda

 

Jovial, serena, tranquila. Assim era quando a conheci, tinha ela 100 anos de idade. Deixou-se fotografar, conversou, recitou-me antigas orações. Era linda, com aquela beleza que agrada ao coração e nos enche a alma.
Adormeceu tranquilamente no Senhor às 22h08 do dia 3 de novembro, já com 102 anos completos. Na hora do funeral, quando o cortejo fúnebre saía da capela de repouso e se dirigia para a igreja, onde se celebraria missa de corpo presente, o céu verteu algumas lágrimas e de imediato surgiu no firmamento um belíssimo arco-íris, como que prenunciando a entrada dela no reino da eterna glória.
Alzira Gonçalves de Miranda deixou saudades, mas também boas recordações e memórias em todos que a conheceram, e sou grata por ter tido também esse privilégio. Eis duas das orações que me legou, rezadas ao deitar:

Já apaguei a minha candeia
Já lá vai a minha luz 
Que será da minha alma 
Sem a graça de Jesus?
O meu corpo está defunto 
Mete medo e pavor 
Que será da minha alma 
Sem a graça do Senhor?
Senhor, eu dormir quero 
Minha alminha Vos entrego 
Se eu dormir acordai-me 
Se eu morrer alumiai-me 
Com os três candeeiros 
Da Santíssima Trindade.
 
Nesta sepultura me vou deitar 
E se a morte me vier buscar 
E eu não possa falar 
O meu coração dirá três vezes 
Jesus, Jesus, Jesus 
À cruz e ao lado 
E ao Senhor crucificado 
Jesus no meu peito 
Jesus na minha alma 
Jesus no lugar em que me eu deito.

domingo, 9 de outubro de 2022

Acidente de viação fatal para jovem castelense

Mateus Sapateiro Sá, um jovem castelense de 18 anos, faleceu na madrugada do domingo, dia 09, vítima de acidente de viação causado por um despiste. 
Eram quatro os ocupantes do carro: ele, um amigo e duas raparigas. O acidente causou a morte do Mateus e deixou os outros três ocupantes feridos, dois deles em estado muito grave, sendo conduzidos ao hospital de Braga.
A notícia caiu na freguesia como uma bomba, na manhã do domingo. O jovem Mateus ajudava nos treinos da formação do Grupo Desportivo Castelense e a sua morte deixou consternados todos quantos o conheciam. 
Filho único de sua mãe, com ela vivia. 
Era neto de José Sapateiro, conhecido empresário da construção civil.

sábado, 8 de outubro de 2022

Um poema da Tia Rosa


Fará noventa anos no próximo mês de dezembro, mas não se deixa condicionar pela idade. 
É vê-la a ir à igreja ou à capela sempre que há missa, terço ou um funeral, agarrada ao seu bordão feito de cana. Não gosta de bengalas; acha que o bordão é mais seguro para um bom equilíbrio, e assim vai. Se lhe derem boleia aceita e agradece, se não houver quem a leve vai a pé, devagarinho mas cedo para chegar bem a tempo.
Um dia destes vou a passar e ela chama por mim. Diz que tem uns versos para me dizer mas que estes foram feitos por ela, não são como os outros que me tem dito. Faço recolha de tudo que é popular, sejam versos, orações, lendas, etc., e dela já recolhi bom material; desta vez, porém, foi ela quem fez os versos.
Vou num instantinho a casa, preparo o gravador e volto para o pé dela. Começamos a gravação com ela a proclamar estes versos:

Minha mãezinha querida 
Tanto te queria ver 
Dentro do meu coração 
Tinha tanto que te dizer.

Obrigada, minha mãe, 
Que me ensinaste a rezar 
E agora lá no céu 
Pede ao Senhor por mim 
Para eu continuar.

Há tanta gente no mundo 
A sofrer de depressão 
E por mais voltas que deem 
Não encontram solução 
Porque se deixou perder 
A prática da oração.

E remata com este cântico a Nossa Senhora:

Vela por nós, filhos teus, 
Mãe de Jesus nosso bem 
Tu podes, que és Mãe de Deus 
E deves, que és nossa mãe.

Rosa Vitorino Rodrigues, mais conhecida como Rosa do Viegas: uma jovem na terceira idade.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Vânia Neves campeã nacional


A nadadora Vânia Neves conquistou quatro títulos de campeã nacional master (400m Livres, 200m Livres, 100m Estilos e 200m Costas) nos Campeonatos Nacionais de Masters de Inverno, que decorreu nas piscinas municipais Fernando Cunha, em Torres Novas, entre os dias 4 e 6 de fevereiro. 
Vânia Neves (escalão B) e José Couteiro (escalão E) ambos do Viana Natação Clube, foram os nadadores mais pontuados dos Campeonatos nos respetivos escalões. 
Coletivamente, o Viana Natação Clube ficou no 18° posto entre os 66 clubes presentes.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Novo livro de Rodrigo Vaz


Como parte da homenagem da Junta de Freguesia de São Romão de Neiva aos seus ex-combatentes do Ultramar e a convite da mesma, o jovem licenciado em História Rodrigo André Vitorino Vaz lançou o seu segundo livro, novamente sobre o tema da guerra colonial e seus combatentes e com prefácio do coronel da GNR Luís Gonzaga Coutinho de Almeida. Com o título de “Só o não saber se regressava”, o autor desenvolve no livro o contexto de guerra que se vivia na altura, com relatos de ex-combatentes da dita freguesia. 
O livro foi editado pela Junta de Freguesia de São Romão de Neiva e o lançamento teve lugar na tarde do dia 22 de janeiro, no edifício da referida Junta, aonde compareceu um número considerável de público, entre representantes de associações de veteranos da guerra colonial, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, os presidentes de junta de São Romão de Neiva e de Castelo do Neiva, alguns ex-combatentes e familiares, amigos e familiares do Rodrigo, entre outros, e foi transmitido em direto pelo Canal Viana. 
Ao jovem autor desejamos o maior sucesso e que se supere a cada novo desafio.

domingo, 25 de abril de 2021

Comemoração do 25 de Abril


 A Junta de Freguesia comemorou o dia 25 de Abril com a apresentação e lançamento do livro "Memórias de Guerra - Como fazer História a partir de quem a viveu?" da autoria de Rodrigo Vaz e com design de Marlene Rodrigues, e uma homenagem aos combatentes de Castelo do Neiva no Ultramar, com a atribuição do nome a uma praça. 
A cerimónia decorreu no exterior do edifício da Junta de Freguesia, com início pelas 17h, e contou com a presença de amigos e familiares do Rodrigo, alguns dos ex-combatentes que deram o seu contributo para o livro, representantes das Associações e Movimentos de Castelo do Neiva e da Liga dos Combatentes de Ponte de Lima, o presidente da Junta de Freguesia de Castelo do Neiva e o presidente da Assembleia, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, o presidente da Junta de Freguesia de São Romão do Neiva, o pároco de Castelo do Neiva, padre Xavier, o Coronel Luís Almeida e outras pessoas que de algum modo estão ligadas à guerra colonial, e teve transmissão em direto na WebTV pelo Canal Viana.


O livro de Rodrigo Vaz, um jovem castelense licenciado em História pela Universidade de Coimbra, descreve testemunhos de momentos vividos por alguns dos combatentes naturais de Castelo do Neiva em terras do Ultramar, nomeadamente Guiné, Moçambique e Angola, e analisa o impacto que a guerra teve nas suas vidas e na das suas famílias. Presta também homenagem ao único dos combatentes da freguesia falecido nessa guerra, Cândido Dias Vitorino, com 23 anos de idade. Este livro foi editado pela Junta de Freguesia, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo.


Por sugestão de Manuel Alberto Couto, também ele ex-combatente, a Junta de Freguesia decidiu atribuir o nome de Praça dos Combatentes do Ultramar à praceta situada em frente ao edifício da Junta, prestando-lhes homenagem com a inauguração de um monumento alusivo em forma piramidal, no qual se podem ver pequenos círculos escavados representando cada um dos combatentes de Castelo do Neiva no Ultramar e uma estrela ao centro representando o único lá falecido. Nas laterais tem a figura de um soldado e o mapa de Portugal, em relevo metalizado.


Devido à condição pandémica atual, o evento foi restrito e por isso as pessoas presentes eram em número reduzido, respeitando as normas governamentais impostas, com distanciamento social e uso de máscara.

domingo, 7 de março de 2021

A Broa do Candy


Cândido Torres, um jovem natural de Castelo do Neiva, não se deixou ficar de braços cruzados depois de o seu local de trabalho fechar devido à covid-19. Empreendedor por natureza, deitou literalmente mãos à massa e iniciou um projeto de confeção de broa de milho caseira em forno a lenha, simples ou com chouriça de carne, com entregas ao domicílio. A broa é sempre entregue quente, logo após a abertura da porta do forno, e segundo os que a provaram é de "comer e chorar por mais". 
Entretanto, também já está disponível em vários pontos de venda do concelho de Viana do Castelo e Esposende, nomeadamente Chafé, São Romão do Neiva, Antas e Esposende, com horas marcadas para que os apreciadores a possam adquirir ainda quente. Também pode ser encomendada através do nº de telemóvel 969 141 175, pelo Facebook ou pelo email abroadocandy@gmail.com. 
A Broa do Candy tem feito tanto sucesso que até já foi ao programa Praça da Alegria, da RTP1, e tem sido muito divulgada na comunicação social regional.
Apesar de em Castelo do Neiva várias pessoas confecionarem broa, bolos e outros produtos caseiros para venda, atividade gerada pelo confinamento, o projeto de Cândido Torres tem mais sucesso e divulgação mercê da sua capacidade empreendedora e jovial, além de uma extrema empatia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Jovem castelense integrou comitiva portuguesa da JMJ em Roma


Partiu para Roma, na sexta-feira dia 20 de novembro, a comitiva portuguesa, da qual faziam parte dez jovens, para receberem na presença do Papa Francisco os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que se realizará em 2023, em Lisboa. Esta comitiva, da qual também faziam parte alguns sacerdotes e o ministro da Educação, o vianense Tiago Brandão Rodrigues, teve de ser em número muito reduzido, devido aos constrangimentos provocados pela pandemia, e por isso das centenas de jovens que pretendiam ir a Roma nestes dias foram apenas dez, representando várias dioceses, que participaram na cerimónia e simbolicamente receberam a Cruz e o ícone da Jornada em nome de todos os jovens portugueses.
O programa foi diferente do previsto inicialmente, mas mesmo assim foi vivido intensamente por todos que nele participaram. 
Houve dois pontos altos: no sábado de manhã, tiveram um encontro com o cardeal D. José Tolentino Mendonça, na Igreja de Santo António dos Portugueses, com catequese, e de seguida a eucaristia, presidida pelo D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa; no domingo, dia 22, participaram na eucaristia presidida pelo Papa Francisco. Foi nessa eucaristia que os jovens do Panamá entregaram aos jovens de Portugal a Cruz e o ícone da Jornada Mundial da Juventude.


Entre os jovens que foram a Roma também a diocese de Viana do Castelo estava representada, com dois jovens, o Ricardo e a Daniela, que foram acompanhados pelo padre Domingos Meira, diretor do Secretariado da Pastoral Juvenil de Viana, e lá se encontraram também com o padre Renato Oliveira, de quem aproveitaram para matar saudades. 
A Daniela é natural de Castelo do Neiva. Estudante do segundo ano na Universidade de Coimbra, é militante da ACR (Ação Católica Rural), catequista e acólita. 
A cada um dos dez jovens em Roma foi atribuída uma tarefa: fazer leituras na eucaristia, pegar nos símbolos, etc, e à Daniela foi concedido o privilégio de se encontrar, juntamente com outra jovem, com o santo padre, Papa Francisco, e de o cumprimentar, tendo cada uma recebido dele um terço como oferta.
Foi sem dúvida uma viagem inesquecível para ela, e também nós, seus conterrâneos, sentimos especial alegria em saber que ela estava em Roma, participando nas cerimónias e representando muito bem a nossa cidade, Viana do Castelo.

Fotos: Pastoral Juvenil de Viana do Castelo

sábado, 7 de novembro de 2020

Sarah Meira inaugura academia de estética


Decorreu durante a tarde de sábado, dia 7 de novembro, a inauguração de um novo espaço de estética e bem-estar, pertencente a Sarah Meira. Sarah é uma castelense nascida no Canadá mas que desde criança mora em Castelo do Neiva. Há anos que vem apostando na formação nesta área, como atestam os diversos certificados emoldurados que ornamentam uma das paredes da academia.


O espaço situa-se no nº 1999 da Avenida de Moldes, em Castelo do Neiva. Aqui estarão disponíveis vários serviços: formação, estilismo de unhas, pedicura, epilação, depilação a lazer, threading, maquilhagem, massagem e tratamentos de rosto e corpo. Todos os serviços precisam de marcação prévia, que pode ser feita ligando para o número 911 811 176.
E quem gosta de bijuteria pode encontrar brincos artesanais da Ruby.fashionstore, peças de qualidade feitas à mão.


Sarah Meira tem 24 anos e é casada com o solicitador Nuno Pereira. Para além da sua academia agora inaugurada também dá formação numa escola de estética e cabeleireiro em Barcelos.
Na inauguração foram cumpridas todas as normas da DGS para o atual estado pandémico que vivemos, por isso os convidados foram em número reduzido e distribuídos pela tarde toda, de meia em meia hora. O padre Xavier esteve presente na primeira meia hora e deu a bênção ao espaço. Os amigos e clientes da Sarah foram passando pela academia durante a tarde, onde havia bolos, champanhe e outras bebidas, e desejaram o maior sucesso para este seu novo projeto.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Morreu um homem bom


Morreu um homem bom. Estas foram as primeiras palavras que me vieram à ideia logo que soube da morte de D. Anacleto: morreu um homem bom.
Nomeado a 11 de junho de 2010, D. Anacleto teve a sua entrada solene em Viana no dia 15 de agosto. Vi-o pela primeira vez no dia 20 desse mesmo mês, dia de Nossa Senhora da Agonia. Aí lhe tirei a primeira foto, na procissão que se dirigia ao mar.


Ao longo dos 10 anos em que esteve à frente da Diocese, o 4º bispo de Viana do Castelo soube ser pastor e pai. Interessava-se pela terra, pelas pessoas, pelos costumes e tradições, pelos grupos e movimentos, pelas paróquias, por tudo e por todos.
Tive oportunidade de assistir às suas intervenções em algumas celebrações e encontros, tanto com jovens como com os idosos e doentes. D. Anacleto fazia questão de estar presente no encontro anual do Dia Diocesano do Doente, dedicado aos mais frágeis da diocese, ele que se dizia já também um idoso e a fazer parte dessa parte mais frágil da sociedade. Era grande o carinho e amizade que a todos dedicava.
Nas visitas pastorais, em que tinha encontros com os jovens que depois crismaria, conversava com eles e decorava os seus nomes, que depois, na Eucaristia de Crisma, mencionava na homilia, lembrando e agradecendo esses momentos que tinham proporcionado ao seu bispo. As suas visitas pastorais ficaram na memória de todos, pois em cada paróquia que visitava procurava conhecer todas as igrejas e capelas, todos os grupos e movimentos, Junta de Freguesia e associações, e a todos que o recebiam tratava como amigos de longa data, sempre de sorriso franco. As crianças procuravam a sua companhia e davam-lhe a mão, e ele a todas tratava com carinho e brincadeira, por vezes até tirava o solidéu e colocava-o na cabeça delas. 


Quando eu, em 2018, em vésperas de ir a Lisboa em peregrinação ao túmulo de Madre Maria Clara do Menino Jesus, tive oportunidade de com ele conversar, D. Anacleto ficou contente por saber da viagem e disse-me que transmitisse a todas as pessoas que iriam comigo no autocarro que o bispo abençoava a viagem e pedia que rezássemos por ele, o que fizemos.
Na véspera de Natal visitava os presos e participava na Ceia dos Sós, uma iniciativa da paróquia de Nossa Senhora de Fátima dedicada aos mais pobres e também a todas as pessoas que vivem sós, independentemente da sua classe social. Desde 2011 que D. Anacleto participava nessa ceia, em convívio fraterno com todos.
Era um homem bom, de coração grande e cheio de amor cristão. As saudades deixadas aos seus diocesanos serão difíceis de superar. Até sempre, D. Anacleto.


domingo, 20 de setembro de 2020

Filhos do escultor Severino Cachada visitam obras feitas pelo seu pai

Armindo e Firmino Cachada, filhos do escultor Severino Cachada, visitaram recentemente Castelo do Neiva e tiraram fotos junto a algumas estátuas esculpidas pelo progenitor.
A estátua do emigrante e a do Santo Condestável, no Monte do Castelo, a de São Tiago no nicho junto à igreja paroquial e a de Nossa Senhora das Neves na fachada principal da igreja a Ela dedicada, são as obras realizadas na nossa terra por este ilustre escultor, natural de Barcelos e já falecido, que com mestria trabalhava o granito.


Em relação à estátua do emigrante, segundo consegui apurar, há duas esculpidas por Severino Cachada, parecidas mas não iguais. E são parecidas porque o seu autor, para criar o modelo, tirou uma foto a seu irmão mais novo, chamado Delfim, vestido com um fato e de mala na mão, e por essa foto esculpiu uma estátua de um emigrante para a freguesia de Fiães, em Melgaço, por iniciativa do pároco da localidade, Manuel Lourenço. Essa estátua foi inaugurada a 18 de fevereiro de 1973.
Ainda no mesmo ano, José Torres Vieira, que tinha construído a capela de Nossa Senhora dos Emigrantes, no Monte do Castelo, foi com um amigo a Fiães para ver a estátua, pois tinha na ideia colocar junto à capela uma do género para homenagear os emigrantes da nossa terra. Encomendou-a então ao mesmo escultor, que com o mesmo modelo a esculpiu, embora com ligeiras diferenças, como é natural em obras feitas à mão e que, embora parecidas, são peças únicas.


A estátua do Santo Condestável, na altura Beato Nuno e agora São Nuno de Santa Maria, está também no Monte do Castelo. A de Nossa Senhora das Neves encontra-se na fachada principal da sua capela, ou igreja, e vê-se claramente que foi inspirada na imagem em tela que está no seu interior, no teto. Como um verdadeiro artista não copia, mas recria, Severino Cachada pôs-lhe algumas diferenças, sendo a principal o Menino, que em vez de ter os braços abertos os tem fechados e segura nas mãos algumas flores, simbolizando a flor que Nossa Senhora das Neves tem na mão, nas outras duas imagens existentes na capela.
Para a estátua de São Tiago fez-se peditório na freguesia, mas o dinheiro conseguido não chegou para a pagar; houve então um benfeitor, José Alves Vitorino, comerciante muito conhecido na época, que deu o que faltava. No nicho já havia outra imagem de São Tiago, de madeira, que foi então substituída pela de granito. 
Havia ainda outra estátua do mesmo autor, que era Nossa Senhora Estrela do Mar e estava na frente do restaurante de Manuel Santos, antigo Estrela do Mar. Com as obras de remodelação no edifício foi retirada mas ainda existe, embora não esteja exposta publicamente.
Recordo-me que, quando se fizeram e venderam os primeiros lotes no Lugar da Praia, a seguir ao 25 de abril, o terreno onde agora existe o bairro social foi deixado à parte, para se construir uma capela dedicada a Nossa Senhora Estrela do Mar, padroeira dos pescadores. 
Esse projeto acabou por não ter seguimento, mas seria interessante que se fizesse no Lugar da Praia um nicho ou algo parecido para se colocar a imagem da Estrela do Mar, seja a antiga em granito (se o dono permitir) ou uma esculpida em madeira e policromada (conheço um escultor de São Mamede do Coronado que é excelente). Apelo a quem se interesse por esse projeto, quiçá com a ajuda dos nossos emigrantes no Canadá que com tão boa vontade contribuíram para o monumento ao pescador. 
Além das existentes em Castelo do Neiva, Severino Cachada esculpiu outras estátuas, religiosas e não só, que estão espalhadas pelo Norte do nosso país.

domingo, 30 de agosto de 2020

Gina Martins inaugura Health Now!


No dia 29 de agosto foi inaugurado o Health Now!, de Gina Martins, no antigo edifício da Junta de Freguesia. O evento teve início pelas 17 h e contou com a presença de familiares e amigos da Gina e também de Paulo Torres, Paulo Lages e Celeste Cunha, da Junta de Freguesia, e o padre Xavier. 
Depois de umas breves palavras da Gina e do Presidente da Junta, Paulo Torres, o padre Xavier procedeu à bênção. Depois foi cortada a fita inaugural e aberta a porta do espaço, a que se seguiu um lanche com comida e bebida saudáveis mas com ótimo sabor.


O Health Now! é um espaço dedicado ao personal training, ou seja, trabalhar a especificidade dos objetivos de cada pessoa, individualmente. Para perder ou ganhar peso ou simplesmente para o manter, neste espaço encontrará a ajuda e motivação que precisa. 
Haverá aulas de grupo, treino personalizado, treino personalizado em grupo e nutrição. Com capacidade para 10 pessoas de cada vez, serão cumpridas todas as normas de segurança relativas ao novo coronavirus.


Gina Martins é natural de Castelo do Neiva. É licenciada em Ciências do Desporto, com pós-graduação em Atividades de Fitness. 
Este é um sonho acalentado há muito tempo, e depois de ter ficado desempregada devido à Covid-19, a Gina achou ser este o momento de o concretizar. Que tenha muito sucesso são os votos de todos que a apoiam neste projeto, os pais, tios, primos, amigos e demais familiares.
É bom ver que os nossos jovens querem cá ficar e ajudar no desenvolvimento da freguesia. Que a vida lhe sorria e o sucesso lhe faça companhia.

Quem desejar inscrever-se deve fazê-lo através das redes sociais: 
Facebook: Health.NOW by GinaMartins
Instagram: HEALTH.NOW_BYGM
ou pelo telemóvel 932 443 139.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Castelo do Neiva recebeu 3 novos párocos


O dia 12 de janeiro de 2020 foi dia de festa para a nossa paróquia, pois recebemos os novos párocos: padre Xavier, padre Meira e Monsenhor Caldas. O padre Xavier, que paroquiou Castelo do Neiva durante quase 12 anos e tinha sido dispensado dessa função por D. Anacleto em outubro passado, voltou a tomar posse como nosso pároco, mas desta vez inserido numa unidade pastoral.
A Unidade Pastoral Entre Margens é formada por Monsenhor Fernando Caldas, padre Domingos Meira e padre Xavier Moreira, que agora são párocos in solidum (em conjunto) de São Tiago de Castelo do Neiva, São Sebastião de Darque, São Nicolau de Mazarefes e Santa Eulália de Vila de Punhe, sendo moderador Monsenhor Caldas. A apresentação ao povo foi feita no domingo dia 12, na Eucaristia das 10h30, pelo arcipreste de Viana do Castelo, padre Nuno Santos, pároco de São Martinho de Outeiro e de São Miguel de Perre, estando presentes representantes de todos os movimentos, confrarias e comissões da igreja, assim como dos órgãos autárquicos.


Foi uma festa muito bonita que os paroquianos organizaram, havendo a colaboração fraterna de movimentos, confrarias, escuteiros, catequese e grupos corais.
Foi feito um tapete de sal com o símbolo da paróquia no início do adro e colocada uma passadeira verde até à entrada da igreja. E foi à porta da igreja que se iniciaram as cerimónias: depois das boas vindas dadas pela catequese, com uma dança, cartazes formando a palavra BEM-VINDOS e a oferta de um ramo de flores a cada sacerdote, o grupo coral juvenil cantou um cântico dedicado aos novos párocos, que depois entraram na igreja acompanhados de alguns familiares. A igreja paroquial encheu-se de povo, que aplaudiu os recém-chegados com palmas e muita alegria.


Houve missa cantada, e no final, depois de assinadas as atas, uma garrafa de champanhe esperava os novos párocos, que brindaram ao povo e ao bom caminho da unidade pastoral no destino da paróquia. Por fim um bom lanche aguardava todos os paroquianos presentes, assim como um grande bolo com uma mensagem de boas vindas aos novos párocos.

domingo, 17 de novembro de 2019

Ana Noro toma posse como presidente nacional da Ação Católica Rural


Reunidos em Conselho Nacional no Centro Diocesano Pastoral de Viseu, nos dias 09 e 10 de novembro, representantes das Dioceses em que a ACR (Ação Católica Rural) está implantada (Aveiro, Braga, Coimbra, Funchal, Guarda, Lamego, Leiria-Fátima, Lisboa, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu), bem como a Equipa Nacional, projetaram e definiram o plano de ação para 2019/2020.
Também no mesmo Conselho tomou posse a nova Equipa Nacional para o triénio 2019-2022, sendo que a presidente é Ana Noro, nossa conterrânea.
Como assistente nacional foi proposto pela nova equipa o padre Xavier, pároco de Castelo do Neiva, pedido que foi aceite por D. Anacleto, bispo de Viana do Castelo, e aprovado pela Conferência Episcopal Portuguesa, que posteriormente o nomeou.
No final do Conselho, a ACR reafirmou a sua vontade de dar continuidade ao trabalho do Movimento como uma mais-valia pelo percurso de formação, bem como pelo incentivo à ação no meio.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Ana Noro eleita Presidente Nacional da ACR


A ACR (Ação Católica Rural) reuniu a sua IX Assembleia Nacional de Delegados, no Seminário Diocesano de Leiria, nos dias 13 e 14 de julho de 2019.
Após a avaliação da situação atual do Movimento e a Leitura Prospetiva das Realidades, com a ajuda dos convidados Dr. António Marujo, jornalista e escritor, e D. Armando Esteves Domingues, bispo auxiliar do Porto, foram lançados desafios à Igreja e ao Movimento, representado pelos 110 delegados e participantes.
Os Delegados congratularam-se com o trabalho realizado pela ACR, que continua a agir nos seus meios. Reafirmou-se a vontade de seguir a Missão Eclesial e Social do Movimento, aprovando as linhas de força que orientarão o caminho para o triénio 2019-2022, sob o slogan “Ser e Viver para Transformar”.
Nesta Assembleia foi eleita a nova Equipa Nacional para os próximos três anos, sendo que Ana Noro, nossa conterrânea, foi proposta e eleita presidente.
A nova equipa tomará posse no próximo mês de novembro, em Conselho Nacional.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Partiu o Quim das ambulâncias

Foto: facebook do Centro Humanitário do Alto Minho

Acabo de chegar de um funeral. Todos os funerais são tristes mas há uns que nos entristecem mais do que outros. Este foi diferente porque o espírito do defunto, ou a sua memória, esteve presente em toda a cerimónia, sentia-se a sua presença benigna no meio de nós.
O Quim era voluntário da Cruz Vermelha Portuguesa e uma pessoa que fazia o bem. Por isso foi escolhida a leitura do Evangelho que fala das bem-aventuranças. Bem-aventurados os que praticam o bem, assim a nossa fé nos ensina a esperança na felicidade eterna.
Eu não conhecia o Quim pessoalmente, apenas o vi algumas vezes em variadas circunstâncias e nunca falei para ele. Fui ao seu funeral como vou a muitos, sempre que posso procuro cumprir as obras de misericórdia que o Mestre nos deixou. Mas este funeral foi diferente.
Talvez pela presença de muita gente de fora, talvez pela presença de várias delegações da Cruz Vermelha Portuguesa por onde o Quim passou (Neiva, Marinhas, Aldreu e Póvoa de Lanhoso), do Centro Humanitário do Alto Minho, talvez por ver os seus elementos perfilados em sentido ao passar do caixão, indiferentes à chuva, talvez pelo prolongado apitar das sirenes dos muitos veículos de assistência presentes  quando o caixão baixou à terra, talvez pela saudade que já se fazia sentir no ar.
Do Quim eu apenas sabia que era o marido da Vânia. Que tinha um filho em comum com ela mas também era pai de uma menina, do primeiro casamento. Sabia que “andava nas ambulâncias”. E, ultimamente, sabia que estava doente. O nome e a idade não sabia. Sei agora. Era Joaquim Jorge, 40 anos, Quim para os amigos. E amigos eram muitos.
Hoje fiquei também a saber que era uma pessoa de bem. E tenho a certeza de que, como ele disse ao capelão do hospital de Viana e o padre Xavier achou por bem mencionar na homilia, o Quim foi para o Céu. Ele que tantos doentes transportou e de quem cuidava o melhor que podia nas suas deslocações para tratamentos ou emergências, não foi poupado pela doença, que o atacou de modo fulminante. E em pouco tempo partiu.
Descansa em paz, Quim. Tenho a certeza de que hoje haverá festa no Céu, porque chegaste lá com a tua alegria e boa disposição e os anjos te acompanharam à presença do Pai.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Uma algarvia no Caminho Português da Costa


Chama-se Sofia e o que salta à vista em primeiro lugar quando a conhecemos é a simpatia e alegria que irradia. Algarvia, de Albufeira, quis fazer o Caminho de Santiago por diversas razões, sendo as principais a valorização pessoal, reconhecimento interior e renovação espiritual, na esperança de que a conduzam a uma melhor realização pessoal.
Deixou o emprego e tudo o resto para trás e está neste momento a caminho de Compustela.
Não é uma viagem de fé propriamente dita, não é uma questão religiosa o que a move a caminhar, apesar de ainda no domingo de manhã ter conseguido ir à missa.
É o aprender a conhecer-se, a saber quais os seus limites de superação e quais os valores que deve deixar sobrepor em detrimento de outros.
Vem à conquista de si própria. Aos 32 anos tem muitas perguntas e poucas respostas. E é em busca dessas respostas que aceita tudo o que encontra no caminho: calor, frio, chuva, cansaço, mas também alegria e companheirismo, a descoberta das características hospitaleiras da gente do Norte, o ambiente que envolve toda a logística do peregrino. Traz consigo um caderno que lhe serve de diário e onde aponta tudo que lhe desperta interesse, por vezes apenas uma simples frase que transforma em poesia.
Chegou ao novo albergue em Castelo do Neiva e logo fez amizade com quem lá estava a acolhê-la, com a sua simpatia natural e confiante. Um pico de mato, com que ficou num dedo por inadvertidamente tocar na planta ao tentar aproximar-se de um eucalipto para lhe sentir o cheiro, foi também uma descoberta, pois tem mãos finas, delicadas e macias e nunca tinha tido um pico no dedo. E apesar de sentir dor quando no albergue tentavam tirá-lo com um alfinete, mesmo assim ria e estava feliz, como quem celebra a vida e sabe que estar vivo é o melhor motivo para festejar.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Reabertura de loja


Reabriu no dia 14 de abril a loja de eletrodomésticos TIEN 21, com nova gerência.
A loja situa-se na Avenida Central, no rés-do-chão do prédio conhecido como do Adriano, (antigo Electro Neiva) e desde o início do ano encontrava-se encerrada por motivo de doença do proprietário. Alexandre Pereira, antigo funcionário, assumiu agora a sua gerência.
Para além da venda de eletrodomésticos também é possível obter na loja serviços de eletricidade, pichelaria, ar condicionado e assistência técnica.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Morreu o Adriano da Helena

Com o equipamento do Castelense, o terceiro a contar da direita

Morreu o Adriano da Helena. Adriano Brito de Sá Dias de seu nome, pescador reformado. Pessoa muito conhecida e estimada na nossa terra, um dos fundadores do Grupo Desportivo Castelense e seu grande impulsionador. Um grande homem, pessoa de grande bondade e dinamismo.
Presto-lhe homenagem sabendo que haveria muito a dizer sobre este homem e que tudo o que eu disser será pouco. Fez favores a muita gente, granjeou muitos amigos nas mais diversas classes sociais.
Para a nossa memória vão direitinhas as suas famosas caldeiradas, quem teve a dita de as provar bem sabe como eram de comer e chorar por mais. E não esquecendo os mexilhões e postas de congro vendidos na tasca do Castelense, na festa de Nossa Senhora de Guadalupe e que eram confecionados por ele, no seu tempo.
Recordo também a dedicação que tinha ao Natal e como enchia a casa de luzes, a sua casa era das mais iluminadas nessa época.
Com menos de 20  anos, quando foi inscrito no Grémio 
dos Armadores de Pesca do Bacalhau
Faleceu aos 80 anos, ontem, 20 de janeiro, dia de São Sebastião. Acredito que o santo o levou para a sua glória. Será recordado carinhosamente por todos que o conheceram, e foram muitas as pessoas que conheceram a sua bondade.